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Doenças dos Roedores

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Doenças dos Roedores

À medida que nós, Seres Humanos, nos apoderamos e expandimos as nossas actividades no que resta do ambiente natural, temos um contacto cada vez mais próximo com mais espécies de Roedores e com as doenças transmitidas por estes.

Para além dos Ratos e Ratazanas, existem outros Roedores bem conhecidos que podem entrar em contacto com o Ser Humano e transmitir doenças, tais como os Cães da Pradaria, Marmotas, Esquilos, Lemingues e Toupeiras.

Na verdade, os Roedores são considerados como responsáveis por mais mortes do que todas as guerras ao longo dos últimos 1.000 anos.

Organismos causadores de doenças

Os Roedores podem transportar uma grande variedade de organismos patogénicos, incluindo muitas espécies de bactérias, vírus, protozoários e helmintos (vermes).

Parasitas

Os Roedores também podem transportar vários parasitas e doenças ao mesmo tempo.

Os Roedores actuam como vectores de muitas doenças através dos seus ectoparasitas como Pulgas, Carraças, Piolhos e Ácaros, bem como algumas doenças transportadas pelos Mosquitos.

Num estudo efectuado em Ratazanas em Explorações Agrícolas no Reino Unido, foram encontrados 13 parasitas zoonóticos (infectam os Seres Humanos) e 10 parasitas não zoonóticos, com algumas Ratazanas a terem 9 parasitas zoonóticos em simultâneo.

Muitos destes raramente ou nunca foram previamente investigados em Ratazanas selvagens (Cryptosporidium, Pasteurella, Listeria, Yersinia, Coxiella e Hantavirus), mostrando que a ameaça para a saúde Humana é maior do que se imaginava.

Como posso contrair uma doença de um Roedor?

  • Inalação ou contacto directo com excrementos de roedores (urina, fezes, saliva)
  • Contacto ou inalação de partículas de microorganismos aerossolizadas a partir de feno, pilhas de madeira ou outros materiais contaminados com urina de Roedores infectada
  • Inalação ou contacto com partículas aerossolizadas resultantes do varrer de espaços infestados por Roedores
  • Contacto físico com Roedores infectados
  • Mordeduras de Roedores — os microorganismos veículados na saliva podem infectar tanto Humanos como outros Roedores
  • Arranhões causados por Roedores
  • Ingestão de água ou de alimentos contaminados por Roedores infectados
  • Através de ectoparasitas infectados pelos Roedores (Carraças, Pulgas, Ácaros, Piolhos) com diversos agentes patogénicos
  • Através de Cães e Gatos domésticos que comam algum Roedor infectado
  • Os Roedores também podem funcionar como depósitos para diversas doenças transmitidas por Insectos Voadores

Salmonelose

Os Roedores podem transportar bactérias Salmonella que causam doenças em Seres Humanos e animais de estimação. A infecção ocorre através da ingestão de alimentos ou água contaminados com fezes de Roedores.

Estudos genéticos da Salmonella mostram que esta é extremamente complexa e como tal, não tem uma classificação simples. Há duas espécies reconhecidas e várias subespécies e subtipos, chamados serovares:

  • Salmonella enterica, que tem seis subespécies e 2.500 serovares, é a principal causadora da Salmonelose em Humanos e outros Mamíferos. Alguns dos serovares são dos mais importantes agentes transmissores de doenças em Seres Humanos, ocorrendo principalmente em subespécies I
  • S. bongori existe principalmente em Répteis, mas também pode infectar Humanos através do contacto com animais de estimação

Os sintomas da Salmonelose

Os sintomas surgem 12 a 72 horas após a se contrair a infecção e são os seguintes:

  • Diarreia
  • Febre
  • Vómitos
  • Cólicas abdominais

Tratamento da Salmonelose

A maioria das pessoas recupera em poucos dias sem outro tratamento para além da reposição de líquidos perdidos pelo corpo.

Assim que uma pessoa é infectada, a doença é facilmente transmitida para outras pessoas devido a uma má higiene das mãos e más condições de higiene no geral.

Uma invulgar fonte de infecção de Salmonella foi registada nos Estados Unidos em 2014. Um surto de Salmonella Typhimurium foi atribuída pelo Centro de Controlo de Doenças dos EUA (US Centers for Disease Control — CDC)  a Roedores congelados fornecidos por uma Empresa de alimentos para animais de estimação, para alimentar Répteis e Anfíbios.

Typhoid

Uma estirpe de Salmonella, S. Typhi, provoca infecções mais graves e propaga-se a partir do intestino para os sistemas sanguíneos e linfáticos e, de seguida, para outros locais do corpo.

Febre Tifóide

A Febre Tifóide (nome completo: Salmonella enterica subsp. enterica serovar Typhi) é endémica em muitos Países em vias de desenvolvimento, onde a falta de higiene é generalizada, afectando 27 milhões de pessoas por ano, especialmente crianças.

Os Seres Humanos são o único animal infectado por esta estirpe, sendo portanto improvável de ser transmitida por Ratazanas, a menos que estas entrem em contacto directo com fezes de Seres Humanos, como pode suceder, por exemplo, em sistemas de esgotos.

A Febre Tifóide pode ser tratada com os antibióticos e as vacinas que estão disponíveis para dar protecção contra esta infecção.

Leptospirose

A Leptospirose é uma infecção causada por espécies de bactérias Leptospira. É contraída a partir da urina de animais infectados, os quais incluem os Roedores e também Bovinos, Suínos e Cães.

Os Seres humanos podem ser infectados por:

  • Contacto directo com urina ou outros fluídos corporais (excepto saliva) dos animais infectados
  • Contacto com o solo, a água ou os alimentos contaminados com a urina de animais infectados

As bactérias vivem no interior dos rins do animal e são passadas para o exterior na urina. Elas podem sobreviver durante semanas ou meses no solo ou na água.

As bactérias não entram no corpo apenas através da boca, também podem entrar através da pele, especialmente em caso de feridas, arranhões ou cortes, e também através das membranas mucosas dos olhos, do nariz e da boca.

Risco

A Leptospirose ocorre em zonas temperadas e tropicais, mas é mais comum em áreas tropicais e subtropicais, onde a temperatura e a humidade são mais favoráveis ao seu crescimento.

O risco de contágio é baixo para a maioria das pessoas. No entanto, pessoas com profissões ou actividades que tenham contacto com animais ou fontes de água doce têm um risco mais elevado.

Profissões e actividades de maior risco

  • Agricultura
  • Trabalhadores de Matadouros
  • Veterinários
  • Trabalhadores de Esgotos
  • Trabalhadores de Minas
  • Pescadores
  • Velejadores
  • Praticantes de Natação

Os sintomas da Leptospirose

Os sintomas da Leptospirose surgem cerca de 7 a 14 dias após a infecção e podem incluir leves a graves sintomas gripais, tais como:

  • Dores de cabeça
  • Arrepios e tremores de frio
  • Dores musculares
  • Náuseas
  • Vómitos
  • Vermelhidão nos olhos
  • Diarreias
  • Erupção cutânea

A Leptospirose pode ser tratada com antibióticos.

Doença de Weil

Em cerca de 10% dos casos de Leptospirose, existe uma forma ainda mais grave que se desenvolve, a chamada de Doença de Weil. Esta pode provocar falência de órgãos, hemorragias internas e morte.

Os sintomas da Doença de Weil

  • Icterícia
  • Inchaços nos tornozelos, pés ou mãos
  • Dores no peito
  • Sintomas de Meningite ou Encefalite, como dores de cabeça, vómitos e convulsões
  • Tosse com sangue

Tratamento da Doença de Weil

É necessário tratamento urgente num Hospital onde existam ventiladores mecânicos, tratamento de hemodiálise, antibióticos e fluídos intravenosos.

Estreptobacilose

A Estreptobacilose é causada pelas bactérias Streptobacillus moniliformis e Spirillum minus.

Em Roedores infectados, as bactérias estão presentes nas fezes, na urina, e nas secreções da boca, nariz e olhos.

É geralmente causada por Mordeduras ou arranhões de Ratazanas infectadas, ou outros Roedores como os Ratos, Esquilos ou Gerbilos. Também se pode contrair esta doença ao interagir com animais infectados e ingerir alimentos ou bebidas contaminadas com fezes ou urina dos mesmos.

Sintomas da Estreptobacilose

Os sintomas desta doença diferem consoante as bactérias.

  • Streptobacillus: 3 a 10 dias depois da infecção os sintomas são febre, vómitos, dores musculares, dores de cabeça, dores nas articulações e erupção cutânea.
  • Spirillum: 7 a 21 dias após a infecção os sintomas são febres repetidas, úlceras no local da ferida, inchaço em redor da ferida, inchaço dos gânglios linfáticos e erupção cutânea.

Para além destes sintomas, complicações mais sérias podem provocar:

  • Infecções no coração
  • Meningite (infecção do cérebro)
  • Pneumonia (infecção pulmonar)
  • Abscessos em orgãos internos

Ambas as infecções podem ser tratadas com antibióticos.

Os relatos de Estreptobacilose são raros na Europa e na América do Norte, mas, como não é exigido que se relate a doença, ela pode ser sub-relatada.

Peste

A Peste é a doença mais associada a Ratazanas, causando muitas epidemias ao longo da História e acabando com grandes proporções das populações. Difundiu-se ao longo da antiga Terra e mar por intermédio das rotas de comércio e em ambientes urbanos com as suas densas populações Humanas.

A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, que transita entre os Roedores e as P ulgas. Várias espécies de Roedores são reservatórios de longo prazo da bactéria da Peste no estado selvagem.

Distribuição Geográfica

Na Rússia, as principais espécies que se julgam serem portadoras da Peste são as Marmotas que vivem nos Steppes.

No Oeste dos Estados Unidos, sabe-se actualmente que várias espécies de Roedores transportam as bactérias - causando mesmo casos de colapsos nas colónias de Cães da Pradaria.

O Departamento de Saúde Pública da Califórnia tem um programa de vigilância da Peste em que são testados Roedores selvagens para se aferir se têm a doença. É produzido um mapa, com Roedores testados com resultados positivos, em locais onde eles sejam susceptíveis de interagir com pessoas (por exemplo, parques de campismo).

Transmissão a Seres Humanos

  1. Picadas de Pulgas: Ratazanas e outros Roedores podem transportar Pulgas infectadas — tal como os Cães e os Gatos. Quando o hospedeiro morre da doença, as Pulgas procuram hospedeiros alternativos para se alimentarem, causando a Peste Bubónica ou Septicêmica.
  2. Animais contaminados: interagir com fluídos ou tecidos de um animal infectado pode causar a Peste Bubónica ou Septicêmica. Os Gatos (e outros carnívoros) também podem apanhar a Peste ao comer Roedores infectados e passá-la aos Seres Humanos.
  3. Partículas infecciosas: quando a infecção atinge os pulmões, a tosse produz partículas transportadas por via aérea que, caso sejam respiradas por pessoas que estejam nas proximidades, pode-lhes causar Peste Pneumónica.

Sintomas da Peste

Os sintomas dependem da forma como a doença é transmitida.

  • Peste Bubónica: o sinal mais comum é o inchaço e as dores nos gânglios linfáticos onde as bactérias se multiplicam e podem propagar-se. Acontece também febre súbita de início, bem como fraqueza extrema.
  • Peste Septicêmica: febre, fraqueza extrema, diarreia, delírios, dores abdominais e sangramento na pele e em outros orgãos. A pele e outros tecidos podem ficar pretos e morrer, principalmente nos dedos das mãos, dedos dos pés e no nariz.
  • Peste Pneumónica: febre, pneumonia, dificuldade respiratória, dor torácica, tosse e muco com sangue.

Tratamento da Peste

A Peste é tratável com antibióticos.

É importante obter um diagnóstico e tratamento rápido pois a morte pode ocorrer rapidamente. Na Peste Bubónica a morte pode ocorrer em menos de duas semanas.

Com a Peste Septicêmica a morte pode ocorrer antes dos sintomas aparecerem, e com a Peste Pneumónica todos os pacientes não tratados morrem. As possíveis causas, como picadas de Pulgas e visitas a áreas endémicas devem ser transmitidas ao Médico.

Hantavírus

Muitas espécies de Roedores transportam o Hantavírus, principalmente os Ratos Toupeiros e os Ratos.

Sintomas

Diferentes espécies transportam diferentes vírus cuja virulência varia, mas que apresentam sintomas semelhantes aos da Gripe.

Transmissão

Os Seres Humanos podem contrair a doença através do contacto com urina de Roedores, saliva e fezes, através do toque, alimentos ou bebidas contaminadas, ou por respirar partículas aerossolizadas.

Ásia

Existe uma infecção grave que é causada pelo vírus Hantaan e que existe na China, na República Democrática Popular da Coreia, na República da Coreia e no extremo Leste da Rússia. Esta infecção é propagada pelo Rato do Campo de Pescoço Amarelo.

Europa

Na Europa, o principal portador é o Rato Toupeiro, que hospeda o vírus Puumala, a causa de uma forma relativamente leve de febre hemorrágica com síndrome renal (HFRS). A Finlândia, países da ex-Jugoslávia, Suécia, Bélgica, França, Alemanha, Grécia e a Holanda relatam um número significativo de casos anualmente.

O vírus Dobrava, que provoca uma grave forma de HFRS, está presente no sul da Europa, hospedado pelo Rato do Campo de Pescoço Amarelo. O mais suave vírus Saaremaa é também hospedado pelo Rato do Campo de Pescoço Amarelo na Estónia e nas proximidades da Rússia.

América

Na América muitas espécies de Hantavírus têm sido identificadas em Roedores. O mais importante destes é o vírus Sine Nombre que é hospedado pelos Roedores do género Peromyscus no Canadá, no México e nos Estados Unidos. Provoca a Síndrome Pulmonar por Hantavírus, que tem uma elevada taxa de mortalidade.

Tularemia

A Tularemia é causada pela bactéria Francisella tularensis, a qual possui várias estirpes que podem variar em virulência e abrangência geográfica.

Taxonomicamente é classificada no grupo das bactérias intracelulares primitivas que inclui a Listeria, a Legionella, a Brucella, a Coxiella e a Rickettsia. Trata-se de um ramo isolado de bactérias primitivas, tendo apenas uma outra espécie da família Francisellaceae: F. philomiragia. No entanto, a análise genética pode levar a que novas espécies sejam classificadas.

Ela está presente numa ampla faixa geográfica por todo o Hemisfério Norte.

Vectores

A Tularemia infecta ou é hospedada por um grande número de Mamíferos e Artrópodes.

Roedores

Os Roedores hospedeiros de Tularemia são os Ratos, Ratazanas, Ratos Toupeiros, Ratos Almiscarados, Castores, Esquilos, Lemingues e Hamsters. Os Coelhos e as Lebres também são portadores comuns da doença.

Surtos em Seres Humanos relacionam-se com os picos de populações de Roedores e Lebres.

Carraças e Pulgas

A bactéria foi encontrada em muitas espécies de Carraças e Pulgas, mas o nível de infecção varia, pelo que a importância que cada uma desempenha na infecção Humana não é ainda clara.

Mosquitos

Entre os Mosquitos, as espécies Aedes, Culex e Anopheles são conhecidas por transmitir a doença.

Picadas de Moscas

Entre as Moscas que picam, a Mosca dos Estábulos (Tabanus spp. e Chrysozona spp.) e as Moscas da Espécie Chrysops podem contrair a doença de animais de criação e propagar a infecção entre outros.

Como posso contrair Tularemia?

As bactérias de Tularemia podem penetrar no organismo humano através da pele, olhos, boca, garganta ou pulmões. Isto pode ocorrer por meio de:

  • Contacto com animais de estimação infectados
  • Inalação de poeira ou aerossóis contaminados
  • Ingestão de alimentos contaminados
  • Ingestão de água contaminada
  • Contacto com carne e animais selvagens infectados

Não existem casos conhecidos de transmissão entre Humanos (o que, na realidade, é visto como uma vantagem na guerra biológica, restringindo a infecção para a população alvo) ou da transmissão directa de um Humano para outro por artrópodes (Pulgas, Carraças, Mosquitos e Moscas).

No entanto, devido ao pequeno número de bactérias necessárias para causar uma infecção, é uma das doenças mais infecciosas que se conhece.

Sintomas da Tularemia

Os sintomas variam de acordo com a via de transmissão da infecção, mas existe sempre o aparecimento de febres em todos os casos:

  • Ulceroglandular: resulta de uma Mordedura ou do contacto com animais infectados e é a forma mais comum. Surge uma úlcera cutânea no local da infecção e gânglios linfáticos na axila ou virilha que vão inchar.
  • Glandular: gânglios linfáticos inchados na sequência de uma Mordedura, mas não existe úlcera.
  • Pneumónica: resulta da inalação de pó ou aerossóis, o que pode causar tosse, dor no peito e dificuldade em respirar. Esta é a forma mais grave da infecção.
  • Oculoglandular: causada pela infecção do olho que provoca a inflamação do mesmo e inchaço dos gânglios linfáticos perto da orelha.
  • Orofaríngea: ocorre depois da ingestão de água ou alimentos contaminados. Os sintomas incluem dor de garganta, úlceras na boca, amigdalite e inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço.

Os sintomas duram várias semanas e podem ser facilmente confundidos com outras doenças, uma vez que a Tularemia é relativamente rara.

Tratamento da Tularemia

A Tularemia responde a um conjunto de antibióticos. Sem tratamento, pode-se alastrar a vários orgãos, como pulmões, baço, fígado e sistema linfático.

Imagem

Lesão de Tularemia numa mão

Fonte: Wikimedia Commons: CDC
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tularemia_lesion.jpg

Bartonelose

A Bartonelose é causada por várias espécies de bactérias Bartonella, algumas das quais podem ser transportadas por Roedores e que causam uma grande variedade de sintomas.

A doença pode ser transmitida entre animais por artrópodes que piquem como as Carraças, Pulgas, Piolhos e Mosquitos.

Febre das trincheiras

A espécie mais conhecida é a B. Quintana, que foi a causadora da Febre das trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial e foi propagada pelo Piolho do corpo. No entanto, esta espécie não é conhecida por ter um reservatório animal.

Distribuição Geográfica

A Bartonella elizabethae tem sido encontrada em Ratazanas na América, Ásia e Europa. Várias outras espécies que podem infectar os Seres Humanos têm sido encontradas em Esquilos e Ratos da espécie Peromyscus nos Estados Unidos e em Roedores selvagens na Europa.

Os pacientes com estas infecções têm apresentado sintomas de inflamação cardíaca (Endocardite, Miocardite) e de doenças oculares (Neurorretinite).

O tratamento é efectuado com antibióticos.

Arenavírus

Os Arenavírus constituem um género de vírus primitivos, dos quais pelo menos oito espécies são conhecidas por provocar doenças graves em Seres Humanos que geralmente têm febres agudas e doenças hemorrágicas. Algumas, como a Febre de Lassa, têm uma elevada taxa de mortalidade.

Cada uma destas espécies de vírus está associada a uma determinada espécie de Roedor, geralmente numa região geográfica localizada. Elas são divididas em dois grupos denominados “Velho Mundo” e “Novo Mundo”, dependendo de onde foram descobertas, mas também diferem geneticamente.

Distribuição geográfica por Roedor vector

  • Coriomeningite linfocitária: Rato Doméstico — por todo o Mundo
  • Febre de Lassa: Mastomys natalensis — África Ocidental
  • Febre hemorrágica viral: Roedor vector desconhecido mas assumido (descoberto em 2008) — África do Sul, Zâmbia
  • Febre Hemorrágica Argentina: Calomys musculinus — Argentina
  • Febre Hemorrágica Boliviana: Calomys callosus — Bolívia
  • Febre Hemorrágica Chapare: Roedor vector desconhecido — Bolívia
  • Febre Hemorrágica Brasileira: Roedor vector desconhecido — Brasil
  • Febre Hemorrágica Venezuelana: Zygodontomys brevicauda — Venezuela

Transmissão e Tratamento

Não existe vacina nem tratamento específico para estas doenças e a sua biologia não é bem compreendida. Elas são transmitidas aos Seres Humanos através do contacto com alimentos, objectos contaminados com excrementos de Roedores ou, através da inalação de partículas contaminadas em casa, nas fábricas ou áreas agrícolas.

Algumas são conhecidas por serem transmitidas de pessoa para pessoa, com o contacto directo com sangue ou fluídos corporais de uma pessoa infectada, ou objectos infectados, tais como equipamentos médicos num Hospital.

Toxoplasmose

A Toxoplasmose é uma infecção muito comum causada pelo protozoário Toxoplasma gondii.

Nos Estados Unidos, o CDC estima que cerca de 22% da população tenha sido infectada, enquanto no Reino Unido, o NHS estima que mais de 350.000 pessoas podem ter sido infectadas.

O principal hospedeiro é o Gato Doméstico, mas os Roedores e outros pequenos animais são hospedeiros intermediários, passando o parasita quando comidos pelos Gatos.

A contaminação através de fezes de Gato é o meio mais comum de infecção humana. Carne e vegetais crus também são outras vias de infecção.

Risco para a saúde humana

Para a maioria das pessoas não existem sintomas, mas as mulheres grávidas e pessoas com sistemas imunitários fracos estão em risco.

Esta doença pode causar abortos, natimortos ou outras complicações para a saúde de fetos.

Alguns casos apresentam sintomas de gripe como o inchaço dos gânglios linfáticos e toxoplasmose grave que pode causar danos ao cérebro, olhos e outros orgãos.

Ténia de Ratazana

Existem dois tipos de Ténia de Ratazana, Hymenolepis nana e H. diminuta. Ambas as espécies utilizam Gorgulhos (como por exemplo o Gorgulho Confuso da Farinha) como o principal hospedeiro secundário e são encontradas em climas mais quentes por todo o Mundo.

H. nana é a mais comum, pois, ao contrário do que é habitual para os Helmintos, pode completar um ciclo de vida no intestino humano e propagar-se de pessoa para pessoa através dos ovos nas fezes. Ela liga-se à parede intestinal e absorve os nutrientes através das células que revestem o intestino.

Transmissão

As pessoas podem ficar infectadas ao ingerir água ou alimentos contaminados com fezes de Gorgulhos ou de Ratazana ou, através do contacto das mãos com produtos contaminados.

O seu ciclo de vida é ilustrado num diagrama elaborado pelo CDC dos EUA:

Diagrama

O ciclo de vida da Hymenolepis nana.

Fonte: Wikimedia Commons: CDC
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:H_nana_LifeCycle.gif

Sintomas da Ténia de Ratazana

Infecções leves podem não apresentar nenhum sintoma. Infecções graves podem causar:

  • Dores abdominais
  • Enterites
  • Diarreias
  • Perda de apetite
  • Inquietação
  • Irritabilidade
  • Sono agitado
  • Prurido nasal e anal

A infecção pode não ter nenhum efeito prejudicial em adultos, mas é mais provável de causar problemas sérios de saúde em crianças.

Equinococose

A Equinococose é causada por várias espécies da Ténia Echinococcus. Os principais hospedeiros são carnívoros, como as Raposas, os Coiotes e os Lobos. Os seus hospedeiros intermediários são principalmente Animais de Pasto e Suínos.

Em, pelo menos, três espécies, pequenos Roedores, tais como Ratos, Ratos Toupeiros e Lemingues são hospedeiros intermediários, que podem passar os cistos da fase larval quando comidos por Cães e Gatos. Estes, por sua vez, podem passar os cistos para os Seres Humanos através das suas fezes.

Efeito sobre o corpo humano

Após a ingestão a larva nasce, escavando através da parede intestinal e passa através do sistema arterial para outros orgãos, em especial o fígado e os pulmões, onde pode permanecer indefinidamente e invadir tecidos circundantes.

Sintomas da Equinococose

A infecção pode permanecer sem sintomas evidentes durante anos enquanto o tecido infectado cresce como um tumor.

  • Infecções de fígado podem causar dores abdominais e no peito, bem como tosse e muco com sangue.
  • Se o tecido infectado rompe, pode causar febres, erupções cutâneas, aumento de glóbulos brancos no sangue e choque anafilático em resposta ao grande número de larvas libertadas para o corpo.

Capilariose

A Capilariose envolvendo Roedores é causada por uma espécie de nematóide (lombriga), a Capillaria hepatica. É pouco comum que o ciclo de vida do nematóide precise apenas de um hospedeiro e que dependa da morte do hospedeiro para disseminar ovos viáveis.

Os Roedores são o principal hospedeiro, mas este também pode ser outro mamífero, como os Seres Humanos.

Ciclo de vida

A infecção começa com a ingestão de alimentos, água ou solos contaminados com ovos "ambientalmente condicionados".

  • Os Ovos eclodem para a primeira fase de Larvas no intestino, onde perfuram através da parede intestinal para o sistema arterial e para o fígado.
  • No fígado, as Larvas amadurecem para Adultos em 18 a 21 dias e depositam os Ovos no tecido hepático. Estes não podem amadurecer para Larvas até que tenham passado algum tempo no ambiente, o que geralmente significa a morte do Roedor ou que o mesmo é comido por um predador ou necrófago.
  • Se o Roedor é comido, os Ovos não eclodem mas são transmitidos para o ambiente nas fezes do predador. Os Ovos precisam então de 4 ou 5 semanas para se desenvolver, mas podem permanecer viáveis por vários meses.

Diagrama

O Ciclo de vida da Capillaria hepatica (também chamada Calodium hepaticum)

Fonte: Wikimedia Commons: CDC
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Calodium_hepaticum_lifecycle.gif

Sintomas

Os nemátodos adultos alimentam-se no fígado, causando lentamente a perda da função hepática, a inflamação (hepatite) e produção anormal de tecido fibroso, que é a forma como o fígado responde à morte dos Adultos e à presença dos Ovos.

Bibliografia