Encontra-se principalmente na zona do sul e sudoeste do Cabo, Estado Livre de Orange, Lesotho, Transkei, Kwazulu Natal, Suazilândia e no sudeste do Transvaal. Também já foram encontrados alguns espécimes nas fronteiras do Zimbabwe e de Moçambique.
Aspecto
As cores variam normalmente entre o castanho e o preto-acastanhado no topo, com manchas/bandas irregulares em castanho mais claro e brancos-acastanhados.
Parte inferior escura e duas faixas mais claras à volta do pescoço, muito características.
Os adultos atingem 90 a 120 cm em média, mas já se viram espécimes com 150 cm de comprimento.
A cobra-cuspideira consegue “cuspir” o seu veneno e atingir vítimas até 2,5 m de si.
Cabeça curta e aguçada, com grandes olhos pretos.
Veneno
O veneno é neurotóxico.
A cobra-cuspideira costuma apontar à face da vítima e o veneno causa dores horríveis e possível cegueira se entrar em contacto com os olhos.
Mordedura
Inchaço à volta da ferida.
Hematoma em muitos casos.
Ciclo de vida
Ao contrário de muitas outras cobras, as cobras-cuspideiras são vivíparas, ou seja, parem crias vivas.
As crias têm em média 15 a 18 cm de comprimento à nascença.
As cobras-cuspideiras geram entre 20 a 30 crias de cada vez.
As crias perdem a primeira pele na primeira hora após o nascimento.
As cobras-cuspideiras recém-nascidas têm já as mesmas cores e bandas à volta do pescoço características da espécie. Também já são capazes de se erguer, recuar e cuspir o veneno.
Hábitos
Preferem viver em pradarias e adaptam-se bem às condições de vida tanto ao nível do mar como a grande altitude.
Nocturnas, mas sabe-se que gostam de apanhar sol durante o dia.
A dieta consiste principalmente em sapos. Em caso de escassez de sapos, caçam pequenos mamíferos, répteis e outros anfíbios.
Quando encurralada, a cobra-cuspideira tem uma capacidade extraordinária de se fingir de morta: deixa-se cair sobre as costas, fica totalmente mole, de boca aberta e língua de fora!