Processamento de Alimentos

Ligue-nos para uma Inspecção Gratuita para 808 20 20 18  ou Contacte-nos

Fiabilidade aliada à experiência de 35 anos em Portugal

Certificados na Norma NP EN 16636 e ISO 9001

Soluções inovadoras, eficazes, rápidas e discretas

Pragas no Processamento de Alimentos

O Controlo de Pragas é uma parte essencial das Boas Práticas de Fabrico no Processamento de Alimentos do ponto de vista regulamentar, higiénico e económico.

As Pragas podem transportar uma grande diversidade de organismos causadores de doenças, incluindo bactérias, vírus e protozoários que podem constituir perigo para os Consumidores e Funcionários das Empresas que processam e manipulam alimentos. Podem também causar contaminação física de ingredientes e produtos processados, como por exemplo através de excrementos, pêlos e penas, partes corporais, material de nidificação e embalagens danificadas.

Pragas e Legislação

A Legislação um pouco por todo o Mundo exige que as Pragas sejam excluídas da Indústria Alimentar e que exista prevenção da contaminação dos alimentos por Pragas, assumindo medidas eficazes para manter a higiene e preservar a documentação adequada, seguindo as recomendações do Codex Alimentarius. Isso inclui a aplicação de Boas Práticas de Fabrico e o uso de sistemas como o HACCP (HARPC nos EUA) para:

  • identificar pontos em cada fase das operações que são cruciais para a segurança dos alimentos, incluindo na cadeia de abastecimento;
  • implementar procedimentos de controlo eficazes;
  • monitorizar os procedimentos de controlo para assegurar a sua eficácia contínua;
  • rever periodicamente os procedimentos de controlo e quando existirem mudanças nas operações.

Riscos financeiros

Não assumir as medidas adequadas para prevenir e Controlar Pragas pode levar a custos financeiros significativos para a Empresa, desde perda de produtos e stock, retirada de produtos, perda de reputação e acções legais que, em última instância, podem levar ao encerramento do negócio.

Perigos na cadeia de abastecimento

As Pragas podem ser trazidas para as Instalações de Processamento de Alimentos através da cadeia de abastecimento, nos ingredientes ou embalagens e as próprias Instalações irão atrair Pragas através dos odores dos alimentos e iluminação. As Instalações disponibilizam abrigo, calor, comida, água e segurança contra predadores, sendo condições ideais para a proliferação, a menos que sejam tomadas medidas apropriadas.

O papel da Gestão Integrada de Pragas

O Controlo de Pragas no Processamento Alimentar requer a implementação de um programa de Gestão Integrada de Pragas. Isto apresenta três etapas básicas: inspecção, identificação e tratamento, mas é um processo complexo que requer conhecimento especializado para a sua implementação no sentido de alcançar padrões alimentares acreditados e cumprir com a Legislação.

Pragas mais preocupantes no Processamento de Alimentos

A diversidade de Pragas encontradas em Instalações de Processamento Alimentar irá variar de acordo com o clima, geografia e ingredientes alimentares processados, mas as mais comuns são os Escaravelhos, Traças, Roedores, Baratas e Moscas.

Insectos dos Produtos Armazenados

Os Insectos dos Produtos Armazenados (IPA’s) é um termo genérico que abrange os Escaravelhos, Gorgulhos, Moscas, Traças e Ácaros (que são, na verdade, Aracnídeos) que infestam os alimentos armazenados em qualquer local da cadeia alimentar, desde o produtor até à cozinha.

O inquérito a 1.000 Empresas, em cinco Países, verificou que se trata da categoria de Pragas que causou mais perdas económicas para as Empresas de Processamento Alimentar:

  • 60% reportou perdas de receitas anuais de 1 a 9%;
  • 73% reportou sentir-se altamente ou moderadamente preocupado com a perda de rendimentos.

Nos Alimentos

As Pragas dos Produtos Armazenados têm maior probabilidade de estar num ingrediente alimentar no momento da entrega a uma fábrica de processamento ou num produto alimentar processado quando armazenados durante um longo período de tempo.

  • A maioria dos produtos alimentares secos é susceptível a Pragas, incluindo cereais, sementes, nozes, frutos secos, especiarias, leite em pó, chá e carnes em conserva.
  • Todas as fases da Praga podem estar presentes em simultâneo - ovo, larva, pupa e adulto.

No acondicionamento

Elas podem também entrar nas embalagens de papel, cartão, plástico, celofane e papel de alumínio. Os orifícios de entrada de alguns Insectos são pequenos o suficiente para não serem perceptíveis à vista desarmada, portanto, podem não existir danos visíveis nas embalagens que contêm Pragas.

Os Insectos e Ácaros só conseguem consumir uma pequena quantidade de alimentos, mas podem contaminar grandes quantidades através de danos físicos, fezes, casulos e a introdução de microorganismos que causam posterior degradação, tornando os alimentos inadequados ou inaceitáveis para o consumo Humano.

A actividade de Pragas nos ingredientes crus pode também alterar as suas propriedades físicas e químicas, fazendo com que se tornem pastosos durante o processamento, o que pode interromper as linhas de produção e danificar as máquinas.

Os custos dos Insectos dos Produtos Armazenados

A investigação da Rentokil descobriu elevadas percentagens de Empresas afectadas por custos directos e atrasos causados por IPA’s:

  • contaminação de matérias-primas levando a custos de substituição (37%);
  • contaminação de ingredientes crus levando a custos de substituição (45%);
  • danos nos produtos acabados levando a custos de substituição (38%)
  • atrasos no produto e tratamento adicional (30%);
  • multa ou encerramento (10%).

Sinais de Pragas dos Produtos Armazenados:

  • danos nos produtos armazenados, tais como pequenos orifícios em nozes ou cereais;
  • Insectos vivos ou mortos (Escaravelhos e Traças), larvas, pupas ou fios de seda nos recipientes de armazenamento dos alimentos;
  • infestações, orifícios, larvas ou fios no exterior das caixas ou sacos;
  • larvas, pupas ou fios de seda nos ambientes que podem constituir abrigos, como rachas e fendas nas prateleiras ou nas máquinas;
  • larvas, pupas ou fios de seda em derramamentos de alimentos;
  • larvas, pupas ou fios de seda nas vigas ou peitoris das janelas;
  • Pragas apanhadas em armadilhas de Insectos.

Pragas dos Produtos Armazenados mais comuns e alimentos que infestam:

Traças

  • Traça Indiana da Farinha: nozes, fruta seca e cereais.
  • Traça da Farinha: farinha.
  • Traça da Farinha Tropical: cereais armazenados, nozes e frutos secos.
  • Traça de Armazém: Cacau, confeitaria de chocolate, frutos secos e nozes.

Escaravelhos e Gorgulhos

  • Existe um grande número de espécies de Escaravelhos e Gorgulhos que se alimentam em produtos secos, como por exemplo: cereais/grãos, farinha, sementes, nozes, frutos secos, leguminosas, chocolate, especiarias e produtos processados, como massas.

Ácaros

  • Ácaro do Queijo: queijo, nozes, ovos secos, fruta, farinha, tabaco.
  • Ácaro da Farinha: cereais, matérias vegetais secas, queijo, milho e fruta seca.

Controlo de Insectos dos Produtos Armazenados

Estas Pragas são controladas utilizando medidas padronizadas de controlo da qualidade em toda a cadeia de abastecimento, para a gestão de fornecedores, Empresas de logística, cargas recebidas, armazenamento de matérias-primas, processamento, acondicionamento e armazenamento do produto final.

Roedores

Os principais Roedores que afectam as indústrias de Processamento Alimentar são a Ratazana Comum e o Rato Doméstico.

O Rato Negro, que costumava ser o mais comum, está geralmente confinado a áreas portuárias.

Os Ratos e as Ratazanas são atraídas por alimentos e não se aventuram para muito longe do seu abrigo ou locais de nidificação, por isso, em grandes instalações irão criar ninho perto de zonas com alimentos acessíveis.

Os Roedores são capazes de aumentar rapidamente a sua população se tiverem acesso a um fornecimento abundante de comida devido ao número de crias que são capazes de produzir e o tempo de maturação, abrigo de predadores e condições ambientais benéficas dentro de um edifício.

Riscos associados aos Roedores

Os maiores riscos que os Ratos e as Ratazanas trazem para Instalações de Processamento Alimentar são:

  • danos em edifícios e imóveis, a Ratazana Comum pode também causar danos em sistemas de saneamento. As Ratazanas são a praga mais destructiva, de acordo com a investigação da Rentokil, sendo os danos aos equipamentos eléctricos o problema mais comum;
  • danos nas máquinas, originando paragens de produção - 20% das Empresas inquiridas foram vítimas desta situação;
  • contaminação ao longo de vias de acesso com urina, excrementos e sujidade que é recolhida do ambiente;
  • danos em recipientes de alimentos e embalagens;
  • comer os alimentos em armazéns e embalagens;
  • contaminação de alimentos com fezes, urina, sujidade;
  • transmissão de um grande número de doenças, incluindo Salmonelose, Leptospirose, Toxoplasmose, Doença de Lyme, Estreptobacilose;
  • os Roedores transportarem ectoparasitas, como Carraças, Pulgas, Piolhos e Ácaros, sendo portanto, também vectores para as doenças que estes carregam;
  • os Roedores serem reservatórios para algumas doenças transmitidas por Mosquitos.

Sinais de uma Infestação de Roedores

Os Ratos e as Ratazanas têm algumas particularidades que permitem saber qual a Praga que está presente:

  • excrementos, que têm tamanhos e formas diferentes para cada Espécie;
  • observação de animais vivos ou mortos;
  • ruídos: guinchos, som de roer e som de corrida;
  • manchas ao longo das zonas por onde correm, causadas pelo seu pêlo oleoso;
  • trilhos no pó ou sujidade;
  • roeduras de materiais do edifício, cabos eléctricos, alimentos e embalagens - as marcas de roeduras são distintas;
  • as manchas de urina são deixadas por Ratos e Ratazanas e podem ser detectadas usando luz UV.
  • os pilares de urina formam-se onde os Ratos infestam uma área durante um longo período de tempo - e irá demonstrar uma falha séria no Controlo de Pragas.

Controlo de Roedores

O Controlo de Roedores envolve a eliminação de abrigos dentro e em redor dos edifícios e o impedimento de acesso a comida, água e abrigo. Podem existir diversos pontos de entrada num edifício, tais como fendas, saídas de ar, tubagens, cabos, escoamentos, portas de entrada, janelas, onde podem ser tomadas medidas para impedir o acesso. Quaisquer Roedores presentes devem ser controlados utilizando armadilhas ou veneno de acordo com práticas aceitáveis e Legislação relacionada com o Processamento de Alimentos.

Uso de Rodenticidas

Os Rodenticidas utilizados em Instalações de Processamento Alimentar devem ser produtos aprovados, colocados em estações de isco seguras e restritos a áreas onde os alimentos não são processados.

Se armazenados no local, devem também ser armazenados em condições adequadas que evitem a contaminação dos produtos alimentares e do ambiente pelo veneno.

É necessário conhecimento especializado para determinar o tipo de isco a ser utilizado, onde deve ser colocado e a frequência, o regime de monitorização e a documentação, que se recomenda que seja feito através de uma Empresa Externa. Se feito no local, os Funcionários terão que ser certificados para manipular os produtos químicos e realizar as actividades de Controlo de Roedores.

Existem exigências específicas em relação a documentação nas Normas Alimentares e Legislação, tais como a manutenção de mapas de todas as estações de isco, registos de avistamentos, registos de formação dos Funcionários, o regime de monitorização, portanto, é importante ter Funcionários devidamente formados nos cargos de responsabilidade por estas questões.

Baratas

As Baratas são o tipo mais comum de Insectos Rastejantes que infestam Instalações de Processamento de Alimentos.

Elas causam problemas no processamento de alimentos particularmente devido ao seu tamanho (dando-lhes a possibilidade de se esconderem em locais pequenos), a dieta diversificada, rápida reprodução e doenças que podem transportar.

Baratas Comuns

Existem mais de 3.000 Espécies de Baratas, mas apenas três Espécies são comumente encontradas na Indústria do Processamento Alimentar:

  • Barata Alemã (Blatella germanica): o adulto tem cerca de 12 a 15mm de comprimento e tem uma cor castanha. Prefere condições húmidas e pode infestar áreas de produção e equipamento, áreas de armazenamento de alimentos, veículos, escritórios e áreas administrativas, cozinhas e casas de banho.

  • Barata Americana (Periplaneta Americana): A maior Barata que pode infestar Instalações de Processamento de Alimentos, os adultos têm 35 a 40mm de comprimento e são de uma cor castanha avermelhada. Exigem ambientes quentes e húmidos para sobreviver. São encontradas em escoamentos, esgotos, caves, armazéns e áreas de armazenamento de resíduos.

  • Barata Oriental (Blatta orientalis): O adulto tem 25 a 30mm de comprimento, estando entre os outros dois tipos e tem uma cor castanha escura ou preta. Preferem locais mais frios, escuros e húmidos para abrigo, como caves e escoamentos e podem ser encontradas em armazéns e áreas de armazenamento de resíduos.

As Baratas são maioritariamente nocturnas, abrigando-se durante o dia e saindo à noite para procurar comida e outros locais para abrigo.

O maior desafio com as Baratas é que elas se abrigam em locais que são difíceis de alcançar usando os métodos normais de limpeza e saneamento.

Elas gostam de locais escuros, como rachas, fendas, esgotos, escoamentos, equipamentos e máquinas no interior e espaços escondidos que forneçam a temperatura e humidade adequadas.

Riscos associados às Baratas

  • Doenças e alérgenos: as Baratas podem transportar um grande número de bactérias causadoras de doenças, incluindo Salmonella, Staphylococcus, Listeria, E. coli e também fungos, vírus e parasitas;
  • Alimentam-se de matéria em decomposição, bolor, matéria fecal em esgotos, de Roedores, Aves e carcaças de animais, o que pode ser depois transmitido para o ambiente de produção de alimentos nos seus corpos ou excrementos;
  • Defecam ao longo dos seus trilhos;
  • Expelem frequentemente saliva nas superfícies para "provar" o seu ambiente;
  • Os excrementos e as secreções corporais mancham e deixam um mau odor que podem penetrar nos alimentos e embalagens;
  • As mudas de pele e as ootecas contaminam produtos e embalagens;
  • Os excrementos e as mudas de pele contêm alérgenos e grandes populações de Baratas podem desencadear crises de asma.

Prevenção de Baratas

Boas práticas de saneamento nas Instalações de Processamento de Alimentos ajudam a prevenir Infestações de Baratas:

  • As Baratas podem-se alimentar de pequenos resíduos de alimentos deixados por derramamentos ou em áreas de preparação, portanto, boas práticas de limpeza que eliminem os resíduos rapidamente irão negar-lhes o fornecimento de alimentos;

  • Armazene os alimentos em recipientes à prova de Baratas - elas comem cartão, por isso, este não deve ser utilizado para armazenamento;

  • Mantenha canalizações em boas condições para evitar a acumulação de detritos de alimentos e meios de acesso e abrigo;

  • Remova resíduos nas áreas de produção de alimentos, tenha um contentor de resíduos com um design adequado que negue o acesso a todas as Pragas, coloque os contentores longe das áreas de armazenamento e processamento de alimentos e esvazie e limpe os mesmos frequentemente;

  • Ter um bom design de construção pode reduzir o risco de acesso, por exemplo, através de espaços em redor de tubagens e cabos, saídas de ar, janelas, portas de entrada, esgotos e abrigos em espaços pequenos tais como caixas de junção;

  • Um bom regime de inspecção para os equipamentos, edifícios e remessas permitirá identificar infestações e riscos rapidamente.

Controlo de Baratas

Existem vários tratamentos para Controlo de Baratas, como sprays, aerossóis, pós e iscos. Numas Instalações de Processamento de Alimentos, os Insecticidas utilizados devem ser autorizados pelas Autoridades competentes e exigirão pessoal competente e formado para os aplicar.

A Rentokil utiliza métodos de Controlo de Baratas sem químicos adequados para ambientes de negócios sensíveis e Unidades de Monitorização de Insectos para detectar sinais de actividade.

Moscas

O impacto de uma Infestação de Moscas numa Empresa vai além da perda de receitas.

As Moscas são as pragas mais propensas a causar doenças nos Funcionários e a provocar ausências dos mesmos, de acordo com a investigação da Rentokil.

Várias Espécies de Moscas são atraídas pelos odores presentes nas Instalações de Processamento Alimentar, como as Moscas da Fruta, as Moscas dos Filtros e as Moscas Domésticas.
  • Para o Controlo de Pragas é importante identificar quais as Espécies que estão presentes, pois cada uma tem diferentes atractivos e hábitos de reprodução.

Diferentes Espécies de Moscas são atraídas para diferentes produtos alimentares, incluindo açúcares fermentados, óleos e gorduras, carboidratos, proteínas em decomposição e matéria vegetal.

Moscas da Fruta

As Moscas da Fruta são atraídas para a fermentação de líquidos açucarados, nos quais elas se podem alimentar e reproduzir em quantidades muito pequenas. Estes líquidos podem acumular-se em:

  • contentores de resíduos;
  • fruta amadurecida e alguns vegetais;
  • garrafas de bebidas antigas;
  • drenos;
  • derramamentos;
  • fissuras em pisos molhados.

Moscas dos Filtros

As Moscas dos Filtros são atraídas por alimentos podres, esgotos e resíduos orgânicos. Elas colocam ovos em resíduos orgânicos que se podem acumular em filtros ou águas rasas poluídas.

Elas podem-se reproduzir nas películas bacterianas gelatinosas - biofilmes - que se formam nas superfícies dos filtros, fossas sépticas, adubos, etc, e são resistentes a produtos químicos de limpeza e de Controlo de Pragas.

O seu ambiente ideal pode ser predominante em Instalações de Processamento Alimentar onde as partículas de alimentos são lavadas e vão para os canos durante as actividades de limpeza regulares.

Riscos associados às Moscas

Em condições climatéricas quentes com "substrato" adequado para se reproduzirem, as Moscas têm um ciclo de vida curto e podem-se multiplicar rapidamente.

As Instalações de Processamento de Alimentos podem fornecer um atractivo conjunto de substratos adequados para Moscas, caso as práticas de higiene não sejam adequadas.

Portadoras de mais de 100 patógenos

As Moscas Domésticas, as Moscas dos Filtros e as Moscas da Carne são capazes de transportar mais de 100 agentes patogénicos que podem causar doenças nos seres Humanos, estando entre estes a Salmonella, Shigella, Campylobacter, E. coli, Cryptosporidium, parasitas e fungos.

  • Alimentam-se de matéria fecal, lixo, materiais podres, bem como alimentos armazenados e processados.

  • Deslocam-se regularmente entre fontes de alimento contaminadas e áreas limpas, transportando sujidade contaminada nos seus corpos, bem como microorganismos internamente.

  • Muitos tipos de Moscas têm pêlos nos seus corpos, almofadas adesivas nos seus pés e partes da boca canalizadas que podem colher material contaminado à medida que se alimentam.

  • As Moscas Domésticas regurgitam sucos digestivos e defecam enquanto se alimentam e descansam, contaminando alimentos e superfícies com microorganismos que podem causar doenças ou causando a putrefacção dos géneros alimentares.

  • As Moscas da Fruta não são consideradas como um risco tão elevado para a saúde, como outras Moscas, porque não se associa a sua alimentação à sujidade. No entanto, elas precisam de uma fonte de proteína para produzir ovos e essa pode ser fezes de animais.

Diversos Estudos descobriram que as Moscas da Fruta podem transmitir material fecal para as frutas, onde colocam os seus ovos perfurando a pele, e podem transmitir E. coli. (Sela, S et al. Mediterranean Fruit Fly as a Potential Vector of Bacterial Pathogens. Appl Environ Microbiol. 2005 Jul; 71(7): 4052–4056. doi: 10.1128/AEM.71.7.4052-4056.2005).

Assim sendo, as Moscas da Fruta têm de ser consideradas quer como potenciais vectores de microorganismos de deterioração como de doenças.

Controlo de Moscas

A aplicação de práticas padronizadas de higiene é particularmente importante para o Controlo de Moscas, no sentido de se reduzir os odores atractivos, material de alimentação e locais de reprodução:

  • os abastecimentos não devem ser trazidos ou armazenados em estado de podridão;
  • as áreas de produção e os equipamentos devem ser limpos e inspeccionados regularmente, incluindo fissuras, fendas e espaços escondidos onde se podem acumular vestígios de alimentos e líquidos;
  • o lixo deve ser eliminado regularmente - pelo menos duas vezes por semana em climas mais quentes;
  • os contentores do lixo devem ser limpos, não se encher em demasia e ser fechados adequadamente;
  • todo o equipamento usado para manipular o lixo deve ser limpo regularmente;
  • deve existe um volume suficiente de armazenamento para os resíduos produzidos;
  • as áreas onde o lixo é armazenado devem ser mantidas limpas e em boas condições;
  • as áreas de abastecimento e os veículos onde os derrames se podem acumular e deteriorar devem ser mantidos limpos;
  • as mesmas práticas de higiene devem ser aplicadas às cantinas e cozinhas;
  • os drenos devem ser mantidos livres de matéria orgânica acumulada e limpos com um produto de limpeza para biofilmes.

A exclusão depende da concepção e manutenção das Instalações:

  • devem-se utilizar telas de protecção nas janelas e ventilação;
  • deve existir um design de portas apropriado, como por exemplo portas automáticas, cortinas de ar e portas de enrolar;
  • as portas devem ser mantidas fechadas quando não estão a ser utilizadas;
  • o edifício é mantido em boas condições, evitando que surjam fendas em qualquer parte do mesmo que permitam a entrada de Insectos;
  • As armadilhas de luz UV e as de feromonas podem ser utilizadas para capturar Moscas no sentido de ajudar a prevenir a acumulação de populações reprodutoras.

Eliminação

Como último recurso, os Pesticidas são aplicados utilizando produtos aprovados aplicados por pessoal treinado e seguindo a prática aceite.

Aves

Os edifícios de Instalações de Processamento Alimentar fornecem áreas seguras para servirem de poleiro, tanto à volta dos edifícios, como também noutros espaços, como debaixo dos seus telhados. Os armazéns podem também providenciar um fornecimento de comida que atraia as Aves.

As Pragas de Aves mais comuns são os Pombos, as Gaivotas e os Pardais.

Elas podem causar danos físicos ao deslocar telhas, em particular os pássaros maiores, bem como ao bloquear as calhas com os seus ninhos e penas.

As Aves produzem quantidades substanciais de excrementos que contaminam edifícios, veículos, áreas pavimentadas e entradas.

Dentro dos edifícios, os excrementos de pássaros, material de nidificação e penas podem contaminar superfícies, máquinas e produtos alimentares.

Além de serem desagradáveis, as Aves podem transmitir diversos patógenos, como vírus, bactérias, fungos e protozoários. Os microorganismos mais comuns dentro destes, são a Salmonella, E coli e Campylobacter.

Os locais de pouso e de nidificação das Aves também potenciam infestações de Artrópodes, como Ácaros das Aves, Pulgas e algumas Espécies de Escaravelhos.

Controlo de Aves

O Controlo de Aves consiste no impedimento do acesso a alimentos, água e abrigo. As práticas básicas para impedir o acesso a alimentos e água são:

  • manter as portas fechadas quando não estiverem em uso;
  • remover os derramamentos rapidamente;
  • manter as áreas de armazenamento de resíduos limpas e os contentores fechados;
  • os contentores de resíduos devem ser à prova de Aves;
  • remover quaisquer águas paradas, sempre que possível;
  • verificar regularmente as áreas de armazenamento de alimentos para procurar possíveis pontos de acesso para as Aves.

Impedir o acesso a abrigo inclui possíveis locais de nidificação e de alimentação nos edifícios e nas proximidades das Instalações. Isto deve começar com a concepção das Instalações e devem incluir-se medidas para impedir o acesso a telhados planos, varandas, saliências, chaminés e calhas, que são as áreas favoritas para nidificação.

Os sistemas dissuasores de Aves incluem:

  • redes;
  • pinos;
  • sistemas de impulsos eléctricos;
  • cabos dissuasores.

Bibliografia

WHO. Public Health Significance of Urban Pests

Keener, K. Safe food guidelines for small meat and poultry processors. A Pest Control Program. Purdue Expension, Purdue University

Sela, S et al. Mediterranean Fruit Fly as a Potential Vector of Bacterial Pathogens. Appl Environ Microbiol. 2005 Jul; 71(7): 4052–4056. doi: 10.1128/AEM.71.7.4052-4056.2005

Lupo L. Control of small flies. Quality Assurance Magazine. 31 March 2015

Lupo L. Controlling Flies: Large and Small. Quality Assurance Magazine. 13 August, 2013

Lupo L. Cockroach FAQs. Quality Assurance Magazine. June 3, 2014

UNIDO. Good Manufacturing Practices: Pest Control. Paper 9


Mais Informação & Próximos Passos

Encontre a SUA Delegação

Código Postal